Quando Duchamp se mudou de Paris para Nova Iorque, em 1915, ficou desiludido com a abstração predominantemente baseada na natureza que observou, proclamando publicamente que os artistas americanos estavam demasiado dependentes de tradições europeias ultrapassadas e que tinham esquecido os seus maiores temas – o arranha-céus e a máquina. Entretanto, os artistas associados a Alfred Stieglitz e à sua galeria “291” mantiveram-se fiéis à sua crença na natureza como fonte de renovação contínua da cultura visual, e enfatizaram o papel crucial que a intuição e a espiritualidade desempenhavam na sua criação artística. O fogo cruzado entre Duchamp e Stieglitz e os seus respectivos círculos definiu um momento crítico na arte americana do início do século XX. Debating Modernism inclui reproduções de obras de artistas de ambos os campos, de Charles Demuth, Georgia O’Keeffe e Paul Strand a Man Ray, Francis Picabia e Marsden Hartley. Um ensaio da curadora Debra Bricker Balken traça os fios do debate ao longo das décadas de 1910 e 20, e aborda também o aparecimento de imagens sexualizadas em quase todas as obras destes artistas, um fenómeno que ironicamente unifica os dois campos aparentemente opostos. O ensaio de Jay Bochner centra-se nas respectivas violações das expectativas americanas sobre a arte por parte dos artistas.
















